segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Agropecuarista defende mais florestas para combater falta d’água

As secas prolongadas que têm afetado diversos estados e levado à iminência de racionamento na maior cidade do país, São Paulo, não se resolverão só com a volta das chuvas. É preciso reflorestar as nascentes e margens dos rios para garantir um suprimento de água confiável e perene. O alerta não vem de setores ambientalistas, mas de um segmento durante muitos anos associado à derrubada das matas: os agropecuaristas.

A segurança hídrica afeta não só as torneiras da população, mas coloca em risco o próprio negócio dos fazendeiros, que precisam de água abundante para irrigar suas plantações. A opinião foi externada na segunda-feira (25) pelo diretor da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Alberto Figueiredo, em entrevista à Agência Brasil.


“O que acontece é que a escassez de água, neste momento, está recrudescendo. Está acontecendo de fato e deixando milhares de pessoas na sede. O fato se tornou grave e alarmante. O que nos preocupa é que não há qualquer trabalho feito pelas autoridades no sentido de manter as fontes de água, as nascentes, as florestas nas encostas, as reservas ciliares para garantir os cursos d’água. Isso não acontece na intensidade que deveria, e pode fazer com que crescentes contingentes de pessoas fiquem sem água”, alertou Figueiredo.

A escassez de água e a diminuição dos cursos d’água acabam por inibir novos projetos de irrigação e afetam as iniciativas existentes no campo, segundo o diretor da SNA. “A gente sabe que as produções, tanto agrícolas quanto pecuárias, sem irrigação, tornam o processo extremamente difícil em termos de produtividade”, salientou.

Para ele, os governos deveriam incentivar, monetariamente, os fazendeiros a replantarem as áreas de preservação permanente, principalmente as encostas. As matas nesse tipo de terreno têm a função de reter e fazer infiltrar as chuvas, evitando que grande volume de terra acabe assoreando os córregos e rios.

Segundo Figueiredo, “o novo Código Florestal diminuiu as exigências de reflorestamento em áreas declivosas, o que é grave, pois são terrenos que não dão produtividade nem para a pecuária nem para a agricultura, e se prestam efetivamente para as florestas. O que precisamos é fazer funcionar um dos artigos do Código Florestal que permite remunerar os produtores que fizerem conservação de recursos hídricos, pela manutenção das matas ciliares, ao redor das nascentes e também nas encostas”.

Figueiredo acredita que as novas gerações de agropecuaristas têm nova visão ecológica do processo produtivo. “A geração atual está consciente disso. O que precisa é o governo fazer cumprir a legislação que existe. Hoje não há, por exemplo, profissionais distribuídos pelo interior para orientar os produtores em relação ao preenchimento do cadastro ambiental rural”, ressaltou.


O dirigente da SNA também prega o aumento da produtividade na criação de gado, colocando mais animais em espaço menor e abrindo área para o reflorestamento. Pelas suas contas, “hoje temos 1,2 cabeça de boi por hectare, em média, no Brasil. Já estamos conseguindo, em algumas propriedades, 15 cabeças por hectares. Podemos multiplicar por dez, no mínimo, a produtividade, ou diminuir em 90% a área ocupada, mantendo a mesma produção. Esta área que vai ser liberada, a partir da racionalização do uso do solo, vai permitir que se recomponham as matas”.

Fonte: Ambiente Brasil

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Assembleia Geral Ordinária da Agenda 21 Local de Nova Friburgo - 11/08/2014

Assembleia Geral Ordinária: 11/08/2014
Local: Av. Alberto Braune, 225, térreo – Salão Azul da PMNF

reunião foi realizada com a presença de diversos representantes de órgãos públicos, privados e da sociedade civil organizada de Nova Friburgo e teve início com a palestra “Consumo Sustentável – comportamento de consumo e práticas ambientalmente sustentáveis” (ministrante: Patrícia Gouvêa). O assunto foi abordado tendo como foco alguns exemplos de atitudes simples e eficientes de controle do consumo e reaproveitamento e/ou reutilização de materiais. Em seguida houve uma roda de conversa com a exposição de experiências e sugestão de ideias a serem desenvolvidas no município. Para isso foi criado um Grupo de Trabalho (GT) com os representantes presentes a fim de discutir o tema e programar ações a serem implementadas no futuro.

A assembleia seguiu com o breve relato das atividades recentes dos Grupos de Trabalho (GTs) e a definição dos próximos encontros dos mesmos. Houve também a divulgação e discussão de assuntos e informes gerais da Agenda 21 Local.

Por fim, a presença do CECNA foi reconhecida e comemorada. Ficou decidido que a atuação da ONG no Fórum se dará pela participação em um ou mais GTs a ser escolhido (s) a partir dos interesses da mesma.

Matheus Asth
Representante do CECNA

Fórum da Agenda 21 Local Nova Friburgo